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19/jul/2012

Ambulatório de viajantes

O Ambulatório do Viajante do HC funciona em parceria com o Departamento de Clínica Médica, o Departamento de Medicina Social, ambos da FMRP, e o Centro de Referência de Imunobiológicos do HC.

O grande desafio do Ambulatório do Viajante, que funciona desde 2005 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP), é acabar com a desinformação que existe sobre a importância da profilaxia para quem vai viajar, principalmente para áreas consideradas de risco.

 

O Ambulatório do Viajante funciona em parceria com o Departamento de Clínica Médica, o Departamento de Medicina Social, ambos da FMRP, e o Centro de Referência de Imunobiológicos do HC. O atendimento é agendado e acontece às terças e quintas-feiras, das 13h às 15h. O agendamento é feito pelo telefone (16) 3602.2695. O serviço é gratuito e oferecido a qualquer pessoa.

 

"É importante que a pessoa, ao comprar a passagem ou o pacote de turismo, seja orientada na agência a procurar o Ambulatório para que tome a vacina certa e saiba se proteger no local para onde vai viajar", analisa a médica infectologista Karen Mirna Morejón, uma das criadoras do Ambulatório.

 

Para ela, é importante as pessoas saberem o tipo de profilaxia adequada para cada área de risco. "Às vezes, não é só uma questão de identificar a vacina que o viajante deve tomar, mas as orientações sobre consumo de produtos nativos, como no caso do açaí no Norte do País, onde ainda há incidências da Doença de Chagas e o açaí pode ser moído junto com o próprio barbeiro, transmissor da doença. A pessoa consome o produto e pode ficar doente, como já aconteceu", explica.

 

Outras medidas começam a surgir para ajudar o viajante a se proteger melhor antes do embarque. A Prefeitura de Ribeirão Preto, segundo a médica, anuncia nessa sexta-feira que conseguiu autorização na ANVISA para emissão de certificado internacional de vacina de febre amarela através da Secretaria de Saúde do município. "Esse certificado é emitido pelo Hospital Emilio Ribas em São Paulo ou nos aeroportos internacionais, o que dificulta a vida do viajante", garante. Quem exige esse certificado são os países da América Latina, como Peru, Equador e Colômbia. Sem ele, o viajante é barrado no aeroporto e proibido de entrar.

 

Segundo a doutora Karen, o Ambulatório também vai começar a atender as pessoas de cidades da região num fluxo que vai acontecer entre as salas de vacinas das cidades e quem vai fazer a conexão entre essas salas é a Direção Regional de Saúde.