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24/mar/2017

Recreação que ameniza dor

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As recreacionistas Vania Chiari, Ana Alice Castro, Irma Rodrigues, sob comando da psicologa e psicopedagoga Maria Regina Lindenberg Minardi, que compoem a equipe da Recreação Hospitalar da Enfermaria de Pediatria, tem a missão especial de mudar a rotina hospitalar trazendo alegria e ânimo para as crianças internadas.

A psicopedagoga, Maria Regina Minardi que coordena a equipe, explica que "conciliando o lúdico e o terapêutico, através de atividades e dinâmicas estabelecidas conforme a necessidade de cada paciente, a equipe promove ações que levam a criança a continuar seu processo de desenvolvimento e aprendizagem, mesmo em um ambiente onde as condições predispõem à ansiedade e ao stress".

E para isso, elas não poupam esforços. Estão sempre buscando novas alternativas, novas estratégias para melhorar a vida das crianças internadas. Todas as crianças internadas no 7º andar podem contar com esta equipe especial para ajudar no enfrentamento da solidão, saudade, perda, tristeza e dor que a doença e a hospitalização causam.

As atividades acontecem todos os dias, no período da tarde e visam propiciar momentos de alegria, descontração, desenvolvimento e aprendizagem, de maneira bastante criativa.

Pintura, escultura e alívio

Olhar e mãozinhas concentradas em cada detalhe da escultura de biscuit. Assim a reportagem do Jornal do HC encontrou Amanda Alves, 13 anos na enfermaria de Pediatria onde estava internada há mais de 30 dias. Amanda sempre teve gosto pela arte, mas despertou seu talento durante o tratamento do lupus, uma doença auto imune que pode afetar todos os órgãos do corpo, principalmente pele, articulações, rins e cérebro.

Com tantas internações, Amanda encontrou distração e conforto nas atividades da equipe de recreação. Materiais que, no início, parecem estranhos ao ambiente, aos poucos se integram ao quarto da Amanda. E todos no Hospital se encantam com o talento da pequena artista.

A mãe da Amanda, Marileia Alves, conta que as atividades ajudam muito no tratamento da filha. "Ajuda muito a passar o tempo, faz com que ela não fique pensando o tempo todo pensando na doença".