REABILITAÇÃO AUDITIVA
Sobre a reabilitação auditiva
A audição, assim como os demais sentidos, é muito importante para o nosso desenvolvimento como indivíduo e de sua inclusão social. É por meio desse sentido que comunicamos com o mundo e este conosco, desenvolvendo assim a nossa identidade, os nossos sentimentos, a compreensão do mundo que está à nossa volta, os vínculos sociais, as interações intra e interpessoais.

A deficiência auditiva consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir e a habilitação ou reabilitação destas pessoas deve estar pautada no contexto da funcionalidade, contextualizando o indivíduo, a família, a comunidade em uma perspectiva mais social, privilegiando aspectos relacionados à inclusão social, o desempenho das atividades e a participação do indivíduo na família, comunidade e sociedade.

Neste Serviço, em Saúde Auditiva, são realizados procedimentos de Triagem Auditiva Neonatal (teste da orelhinha); diagnóstico audiológico, concessão de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) e Sistema FM e realização da cirurgia de Implante Coclear e outras cirurgias para implantação de próteses auditivas eletrônicas  implantáveis.

Procura-se garantir à pessoa com deficiência auditiva o melhor uso possível do seu resíduo auditivo, portanto, além da dispensação de próteses auditivas, é oferecido o processo de reabilitação, orientação e aconselhamento ao usuário e familiares (CIR, CER e HCRP).

A equipe de atendimento é constituída por profissionais das áreas médica, fonoaudiólogia, psicólogia, pedagogia, assistente social e enfermagem.

A equipe que atende na (Re)habilitação Auditiva:
- Promove estimulação precoce de crianças com Distúrbios de Audição; 
- Faz orientações pedagógicas para inclusão escolar de crianças e adultos com Distúrbios de Audição; 
- Orienta em relação aos direitos e benefícios do deficiente auditivo;
- Reabilita pessoas com Distúrbios de Audição para a realização de atividades de vida diária;
- Prescreve (por meio do médico Otorrinolaringologista e da fonoaudióloga) dispositivos eletrônicos aplicados à surdez (AASI, FM, IC, outros) e auxiliares;
- Acompanhamento desde a seleção e adaptação do tipo e características tecnológicas do AASI/IC  adequados às características audiológicas e necessidades acústicas do indivíduo;
- Monitoramento audiológico da perda auditiva, da amplificação, do Implante coclear e orientação e treino do manuseio do dispositivo, até a terapia fonoaudiológica para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem do usuário;
- Oferece apoio psicológico a pacientes e familiares.
- Oferece apoio pedagógico a pacientes e professores.

Fluxo Regulador
Programa de Saúde Auditiva

O pleno atendimento à pessoa portadora de deficiência auditiva depende da qualificação dos processos de avaliação diagnóstica, tratamento clínico, seleção, adaptação e fornecimento de aparelhos de amplificação sonora individual, assim como acompanhamentos e terapia fonoaudiológica. Assim sendo este fluxo regulador para o acesso ao programa de saúde auditiva deverá compreender os 3 níveis de atenção à saúde, com os objetivos abaixo estabelecidos. 

OBJETIVOS:
Orientar os funcionários dos serviços de saúde, os médicos e outros profissionais da área da saúde, sobre como o paciente com perda de audição pode se beneficiar do uso de próteses auditivas, desde que haja sua adequada indicação, lembrando que nem toda perda de audição tem indicação de amplificação através dos aparelhos auditivos.

Facilitar o acesso do paciente ao benefício oferecido pelos governos federal e estadual quanto a aquisição de aparelhos auditivos através do sistema único de saúde.

Antecipar o tratamento às perdas auditivas através dos aparelhos de audição e evitar a duplicação de exames diagnósticos para a perda auditiva.

Evitar que pacientes com perdas auditivas que não necessitem de aparelho auditivo ocupem uma vaga no programa de saúde auditiva em detrimento a um caso que realmente terá benefício com o aparelho de audição.

Permitir a reabilitação adequada do usuário de AASI, seja no HCRP ou na sua cidade de origem.
Determinar a necessidade de acompanhamento anual do usuário de AASI com o fonoaudiólogo (a) ou médico otorrinolaringologista da rede básica de saúde nos estabelecimentos de saúde das cidades que compõem a DRS XIII.

Permitir que o paciente já reabilitado com AASI tenha acompanhamento regular (anual) na sua cidade de origem e, sendo detectado problemas com seu aparelho ou no seu aproveitamento global possa ser reencaminhado ao programa de Saúde Auditiva, através da DRS XIII.

Procura ao Atendimento para o Programa de Saúde Auditiva do HCRP:
1)A pessoa com sintomas de perda de audição deverá procurar o serviço de saúde no nível primário ¿ unidades básicas de saúde próximas a sua casa, na sua cidade de origem.
2)Na UBS será atendida pelo médico responsável clínico geral, nos casos dos adultos e pediatra, nos casos das crianças.

Os médicos da UBS deverão estar atentos aos seguintes aspectos:

HISTÓRIA CLÍNICA: Perda de audição, sensação de ouvidos tapados, sensação de pressão nos ouvidos, há quanto tempo, se progressiva ou não, se unilateral ou bilateral, se associada a vertigens ou não, se associada a zumbidos ou tinnitus, se associada a dor de ouvido, se associada à drenagem de secreção pelos ouvidos.

Identificar quadros agudos de otites médias, otites externas, gripes ou resfriados associados aos sintomas acima. Tratar estes quadros e dar seguimento ao fluxo do programa somente após 30 dias de resolução deste quadro se o paciente persistir com a queixa de redução da audição.

Realizar otoscopia para excluir rolha de cerume. Na presença de rolha de cerume, sem a suspeita clínica de perfuração de membrana timpânica ou de condições que contra-indicam a irrigação/lavagem de ouvidos para remoção de cerume (abaixo), realizar a remoção do cerume e em seguida a otoscopia manual para identificar a normalidade da membrana timpânica.

Observação: crianças com quadro de perda auditiva ou atraso da fala e linguagem deverão ser encaminhadas com urgência para avaliação otorrinolaringológica e exames audiológicos para o médico otorrinolaringologista no nível secundário.

No nível secundário deverá ser submetido a avaliação otorrinolaringológica e avaliação audiológica completa com audiometria tonal limiar, IRPF, Imitânciometria, onde receberá a indicação da necessidade de uso de aparelho auditivo.

A partir do nível secundário, o paciente será regulado através da DRS XIII que coordena e regula a entrada dos pacientes no sistema para a adaptação do AASI. 

Os pacientes classificados como aptos, tanto os do município de Ribeirão Preto quanto os da DRS XIII serão então encaminhados ao HCRP ¿ Programa de Saúde Auditiva conforme disponibilização de vagas para as diferentes cidades que compõem a rede, em um fluxo único regulado pela DRSXIII.

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